Não sei exatamente quando me surgiu a ideia de querer ser programador, mas a motivação eu lembro bem. Eu era fascinado em jogos de videogame e minha vontade era fazer meu próprio jogo, com minhas próprias regras e minha história. Mas por onde começar mesmo? Agora é fácil achar uma resposta. Digito no buscador da Internet e há algumas respostas ou opiniões. Mas nem sempre foi assim e talvez ainda não seja tão fácil encontrar resposta para isso.

Pois bem, para quem está iniciando e está com alguma, ou todas as dúvidas, por onde começar, vou falar aqui como me tornei de jogador a Analista de Sistemas.

Como eu tinha pouca base e não sabia nem por onde começar, peguei algumas apostilas na Internet de HTML e comecei meus primeiros documentos Web. Aquilo já me deixava bastante feliz. Eu fazia as marcações de texto, incluía imagens. Uau!

Do HTML e passei – fácil – para o JavaScript. Nada avançado. Uma mensagem aqui, um botão dinâmico ali. Mas logo me deparei com outro grande problema: “onde gravar informações e consultar depois?”.

Depois de muito pesquisar cheguei ao ASP, mas para mim era muito complexo ainda. Eu não tinha base alguma de onde continuar meus estudos.

Fiz alguns cursos e aprendi C e Pascal. Uau! Linguagens velhas e bastante trabalhosas, mas que me ensinaram de modo único a “pensar como a máquina”. Com essas linguagens eu confesso que tentei fazer meus primeiros joguinhos. Mas mesmo no início eu me recusava a fazer um carrinho, ou mesmo jogo de naves. Eu queria movimento, queria história, queria enfim a perfeição e acabei não fazendo absolutamente nada.

Aprendi as estruturas da linguagem C (que uso até hoje, em outras linguagens) e com o Pascal só reforcei o aprendizado. Poderia ter avançado na construção de meu primeiro jogo, programado inteiramente por mim, mas o trabalho era grande. Deixei estar. Quem sabe o que o futuro me reservava?

Comprei alguns livros sobre PHP e MySQL e depois fiz um curso específico. Essa experiência foi muito positiva, porque eu não cheguei à aula para aprender a fazer “Hello Wolrd”, mas para tirar as dúvidas que eu tive enquanto estudava os livros. Notadamente, muito bem aproveitado o curso.

Apesar de, inicialmente, eu querer fazer jogos eu passei a entender que o programador não era alguém que fazia por fazer, ou como queria. O programador era alguém que produzia soluções. Tive algum contato com programas standalone, mas me encantei pela plataforma web.

Alguns meses depois eu parei para pensar e já era um Programador Web Júnior. Conseguia resolver problemas de baixa complexidade e resolver outras soluções. Me dei conta que os meus desafios não eram mais fictícios, mas reais e o pior com prazos. A dinâmica era exatamente: problema – computador – eu – prazo.

Em meu primeiro trabalho como programador não tive a oportunidade de começar nenhum sistema que eu tivesse que desenhar e implementar. Isso me ajudou muito a aprender como outros programadores resolviam os problemas e a aprender outras regras que todo programador deveria ao menos ter como preservar o ambiente, mantendo os mesmos padrões de nomes de classes, de arquivos e claro a entender rapidamente a solução como um todo e alterar o que fosse necessário.

Trabalhei depois em outras empresas. Em nenhumas delas desenvolvi o meu jogo, que tanto sonhava, mas aprendi em cada uma que o bom programador é aquele que entrega soluções usando os recursos e tempos que lhes são dados. Não há certo ou errado, mas há o que funciona e o que não funciona. Não há melhor ou pior, mas há o que se adequa e o insuficiente.

 Para ser programador, sugiro o seguinte caminho:

1 – Tenha certeza que é isso que deseja.  Programadores são profissionais que terão mais interação com o computador que com pessoas.

2 – Aprenda lógica de programação com linguagens mais simples. Aprender linguagem C dará uma base enorme para outras linguagens como Java, PHP entre outras C só é simples até a segunda página, o Windows, Linux, o compilador Java e tantos outros programas são escritos em C. Pascal tem a sintaxe mais fácil de ser lida e compreendida.

3 – Aprenda com a solução de outros programadores. Os programas de código aberto (opensource) estão ai e são uma base enorme e gratuita de aprendizado.

4 – Escolha a linguagem, ou linguagens, para trabalhar por afinidade e por identificação. Algumas gostam de desenvolver para web, outros gostam mais de desenvolver aplicações standalone (que rodam em cada computador).

5 – Se você ainda não conseguiu o seu primeiro trabalho, proponha-se desafios reais, como: Sistema de Gestão de Biblioteca, Sistema de Gestão de Produtos Farmacêuticos, entre outros. Esses treinos darão uma base para quando você precisar realmente implementar e mostrar soluções.

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